Comissão de Saúde volta a se reunir na Câmara Municipal de Belém

A Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Belém (CMB), presidida pelo vereador Fernando Dourado (DEM), voltou a se reunir nesta sexta-feira (3) com representantes do Estado e Município. O vereador Antonio Vinagre (PTB), que fazia parte da comissão, saiu para assumir o cargo de secretário municipal de saúde, abrindo lugar para o primeiro suplente, o vereador Marquinhos do PT.

O espaço aberto pelos vereadores da Câmara tem como objetivo discutir questões referentes a saúde, onde cada esfera de governo fala das suas dificuldades e apontam possíveis soluções para o problema que tanto aflige a população. Esse já é o segundo encontro promovido pela Comissão de Saúde. Os vereadores Carlos Augusto (DEM) e Wanderlan Quaresma (PMDB) também participaram da reunião.

Fernando Dourado começou falando que a saúde é o tema que mais tem ganhado destaque na mídia e que a repercussão do trabalho dos vereadores tem tido um bom retorno. “Tantos os gestores da saúde como nós legisladores temos que aproveitar esse momento para sair com algo positivo, com uma saída para esse problema”, disse.

O vereador lembrou que esse momento é oportuno para buscar informações e, posteriormente, encontrar as soluções. “Através dessas reuniões da Comissão de Saúde, nos subsidiamos de informações que podemos fornecer para todos os vereadores e para a sociedade como um todo”, explicou Fernando.

Assuntos como a referência e a contra-referência dos atendimentos foi um dos pontos mais esclarecidos durante a reunião. Dr. Charles Tocantins, diretor geral do Desenvolvimento e Auditoria dos Serviços de Saúde da Sespa, (DDASS/Sespa), explicou que a Central de Regulação de leitos é única. Por isso, pacientes que precisam vir do interior, fazem contato com essa central para saber se há leitos. “O grande problema é que não há referência não é feita de forma correta. Os pacientes são trazidos de outros municípios para Belém sem saber se há médicos disponíveis nas especialidades que ele necessita. Se conseguíssemos implantar uma referência eficaz, resolveria muitos casos que são encaminhados para Belém e poderiam ser atendidos em outros municípios”, disse Dr. Charles.

O representante da Sespa disse ainda que em Belém há leitos, mas não existem profissionais especializados para trabalhar. Ele explicou que o SUS não tem atrativo financeiro para os médicos. Dr, Charles Tocantins destacou que nos outros municípios do Pará o grande problema é a falta de leito de retaguarda. “O processo de regulação deixa Belém tentando resolver essas questões que poderiam ser resolvidas pelos municípios. Em Barcarena com quase 100 mil habitantes, por exemplo, só há um centro cirúrgico. Falta um diagnóstico preciso de todos os municípios para tentar resolver a vinda de tantos pacientes para Belém”, disse.A participação da sociedade foi o ponto alto do debate. Com uma metodologia diferenciada, Fernando Dourado presidiu a sessão dando espaço para cada convidado se pronunciar por três minutos. Cada um pôde colocar em pauta os três maiores problemas enfrentados na saúde pública, sob a ótica de cada um. Após indicados os problemas, eles puderam dizer quais as soluções para os mesmos.

Dra. Helena Reis, médica representante do Departamento de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), explicou que falta conscientização da classe médica na hora de fazer referência dos pacientes. “A “despachoterapia” não é verdadeira. Se o paciente é cadastrado com gastrite, ele é encaminhado para um hospital de médio porte, chegando lá, descobre-se que o paciente tem câncer gástrico, aí é complicado. Os médicos precisam fazer a referência de forma correta. Outro problema que superlota os PSMs é que a maioria dos casos que chegam em Belém poderia ser atendido pelos municípios de origem dos pacientes e outros fogem do alcance dos atendimentos do PSM”, disse Dra. Helena. 

A médica da Sesma disse ainda que há falta de médicos especializados no município. “Determinados especialistas são difíceis na nossa rede, como a nefrologia, neurologia clínica, urologista e cardiologia clínica. Há dificuldade de presença de recursos humanos nas unidades básicas”, finalizou.

O vereador Fernando Dourado finalizou o encontro deixando, mais uma vez, o espaço da Câmara aberto para o Estado e Município para discutir questões da saúde. “Nós da Comissão de Saúde vamos apoiar o que for necessário para melhorar as condições de atendimento para a população”.

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