Saúde do Pará é a que recebe menos recursos federais

Cada cidadão paraense recebe por mês do governo federal a quantia de R$ 8,29 para ter atendimento de saúde em média e alta complexidade. Na prática isso significa o valor máximo que a União repassa ao Pará caso o cidadão precise de atendimentos como hemodiálise ou mesmo um procedimento cardiovascular, o que coloca o Pará em último lugar, entre os 27 Estados brasileiros, em relação ao recebimento per capita de recursos federais, perdendo inclusive para Estados com população muito menor, como Acre, Roraima e Tocantins, na faixa de um milhão de habitantes. Na tarde desta terça-feira (14) a Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Belém começou a elaborar um documento em conjunto com os secretários municipais da Grande Belém e a secretária estadual de saúde, Laura Rosseti, para encaminhar ao ministro José Gomes Temporão, da saúde, onde o primeiro item da pauta será financiamento, já que o Pará recebe anualmente o teto máximo de R$ 707 milhões, para atender os seus 7,100 milhões de habitantes.

Participaram da reunião os secretários municipais de saúde de Belém, Antonio Vinagre; Ananindeua, Déborah Crespo, e Castanhal, Cléber Miranda, além da secretária Laura Rosseti e do vereador Fernando Dourado, presidente da Comissão de Saúde da CMB, que falou sobre a inversão da pirâmide dos investimentos em saúde. "Há dez anos a União financiava 60% da saúde pública, hoje financia apenas 40%, uma inversão nos investimentos que deixou a saúde pública brasileira em desequilíbrio, já o perfil das regiões brasileiras são muito diferentes", ressalta, lembrando que no Pará apenas 5% das pessoas usam saúde suplementar (planos de saúde), quanto nas regiões sudeste e sul, que são mais populosas e também recebem pelo sistema per capita, 40% da população não usa o Sistema Único de Saúde (SUS).

Somando ao per capita investido pelo governo estadual e pelos municípios, o Pará alcança a margem de R$ 211,60 per capita anual, o que significa 17,63 mensais para cada cidadão. Todos os secretários vão encaminhar suas necessidades de recursos e reestruturação para a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) até o próximo dia 27, e no dia 4 de maio o documento será assinado na CMB. "Recursos é fundamental. Nós temos, por exemplo, o Plano Estadual de Urgência e Emergência, mas ele tem custo muito alto, de unidades avançadas, ambulâncias e até aeronaves, dadas as complexidades de nosso Estado, e isso nós não temos como bancar sozinhos", ressalta a secretária estadual, Laura Rosseti.

O secretário Antonio Vinagre, titular da Secretaria de Saúde de Belém (Sesma), ressaltou que os problemas enfrentados na capital são um reflexo muito forte das deficiências do interior, já que, além da grande demanda dos municípios, o perfil de ocupação dos hospitais de ponto socorro da capital se inverteu, chegando a 60% de doenças crônicas e atendimentos de clínica médica, e 40% de atendimentos de urgência e emergência, que é de fato a demanda dos dois PSM's. "O mais grave de tudo é que são pacientes que vêm para a capital sem qualquer tipo de encaminhamento, pessoas que acabam peregrinando e morrendo por condições ruins de transporte que agravam o problema de saúde dos pacientes. Também temos unidades para reformar e reequipar, e precisamos sim, e muito, da ajuda das demais esferas de governo", destacou Vinagre. 

O documento será encaminhado ao ministro Temporão via Comissão de Saúde da Câmara Federal, presidida pela deputada Elcione Barbalho. "A deputada é do partido do ministro, e do partido que controla a saúde no Pará, por isso tem todos os canais e condições para cobrar melhoras no financiamento da saúde no Estado e nas demais reivindicações que os nossos secretários municipais têm a fazer", destacou Dourado.
 
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